"Continuo a mesma Cora de sempre, prefiro ser considerada rude, irônica, a viver com máscaras"

Coragoiana

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Aula de His/Geo 4ª série/2009


Com o objetivo de incentivar meus alunos a conhecer o mapa político do Brasil, localizar, conhecer seus estados e suas histórias, trabalhei o “Significado dos nomes dos Estados Brasileiros”
Veja a pesquisa da 4ª série:

Os Estados brasileiros foram batizados, basicamente, de acordo com três fontes:

1. Nomes indígenas relacionados à região;

2. Acidentes geográficos;

3. Nomes de santos.

Veja a origem e o significado dos Estados brasileiros.

Acre: É controvertida a origem desse nome; conforme alguns, teria origem na palavra tupi, aquiru, que significa rio verde; conforme outros, a palavra é corruptela de Aquiri, nome de um rio da região.
Conta a História que, em 1878, o colonizador João Gabriel de Carvalho Melo fez um pedido por escrito a um comerciante paraense de mercadorias destinadas à "boca do rio Aquiri".
Só que o comerciante não entendeu a letra de Melo, que parecia ter escrito algo como "acri" ou "aqri", e as compras foram entregues ao colonizador com o destino "rio acre".
Alagoas: O nome desse estado nasceu das muitas lagoas costeiras que o seu litoral apresenta; o "a" inicial é um simples fenômeno metaplasmo de prótese.
Amapá: O nome dado ao território provém do tupi, amapá, nome de uma árvore da família das apocináceas (Parahancornia amapa), de madeira útil, e cuja casca, amarga, exsuda látex medicinal, de aplicação no tratamento da asma, bronquite e afecções pulmonares, tendo seu externo poder resolutivo e cicatrizante de golpes e feridas.
Amazonas: provém do latim amazona: mulher de caratér guerreiro e viril. Mulher que monta cavalo. O primeiro explorador do estado do Amazonas foi o espanhol Francisco Orellanas, que descia o rio, vindo do Peru, quando pensou te visto uma tribo de mulheres guerreiras. Como existia a lenda grega, foi esse o nome escolhido para denominar o grande rio. Daí o nome do estado.
Bahia: também ganhou um nome bem "verdadeiro". Se você der uma olhadinha no dicionário, vai descobrir que baía (sem o h) é um pequeno golfo. Ok, e o que é um golfo? É um pouquinho de mar que entra pela terra, exatamente como acontece lá no litoral baiano!
Ceará: Para alguns, este nome vem de ciará "canto de jandoin", no dizer dos índios; outros vêem a formação da palavra em ceuro "canto forte" e zara "pequena arara". Há quem veja no nome Saara, a origem. Os primeiros exploradores da terra viram notável semelhança na região com o famoso deserto africano. Apresenta-se o étimo ci e araã "moléstia do calor"; lugar sujeito às moléstias do calor ou da seca.
Espírito Santo: denominação dada pelo donatário Vasco Fernandes Coutinho que ali desembarcou em 1535, num domingo dedicado ao Espírito Santo.
Goiás: Seu nome vem de Goiá, tribo indígena antiga. Para outros, o nome teve origem no tupi, gwa ya, cujo o significado é "gente semelhante", igual "indivíduo da mesma raça". Outros vêem o nome em guaiás, que significa "nomes de índios".
Maranhão: O nome desse Estado, segundo a opinião mais comum, veio do nome do rio Marañon; ao que se conta, os primeiros exploradores teriam dado esse nome ao rio, para indicar, em castelhando, que não era mar; mar non. Outros autores dão como origem do nome as palavras tupis, mbara, que significa "mar", e nã, que significa "corrente". Para outros, o nome ter-se-ia originado da maranhas, topônimo de Minho (província de Portugal). Finalmente, outros procuram localizar o étimo do nome desse estado na expressão tupi-guarani mair-anhangá, que significa "espírito de mair".
Mato Grosso: o nome designa uma região com margens cobertas de espessas florestas, segundo antigos documentos. Embora suas matas não sejam tão fechadas (cerradas) densas
Mato Grosso do Sul: A criação do Estado é resultado de um longo movimento separatista que teve sua origem em 1889, quando alguns políticos propuseram a transferência da capital de Mato Grosso para Corumbá.
Na primeira metade do século 20, com a chegada de seringueiros, criadores de gado e exploradores de erva-mate à Região Sul, ficou clara a diferença entre as duas metades do Estado. E em 1977 ele foi desmembrado.
Minas Gerais: O nome desse estado adveio-lhe do fato de ser o depositário das mais abundantes minas dos mais diversos elementos. Afirmam, entretanto, os estudiosos, que o adjetivo gerais, foi unido para colocar em evidência a oposição entre as minas particulares e não particulares; eram particulares as minas dos rios das Velhas, das Mortes e dos Caetés.
Pará: Seu nome, para alguns autores, vem do rio afluente do Amazonas, Pará, ou pa’ra, do tupi, que significa "mar".
Paraíba: do tupi, pa’ra, rio, e a’iba, ruim, impraticável
Paraná: Do tupi para ná, "semelhante ao mar". Canal que liga dois rios.
Pernambuco: Pernambucos. Do topônimo Pernambuco. Elemento substantivo masculino plural, Brasil, RS. Usado na locução "estar nos pernambucos": achar-se à vontade, a gosto, na situação desejada.
Também encontrei: Pernambuco é o encontro de um rio grande com o mar
Piauí: do tupi, pi’au, piau, nome genérico de vários peixes nordestinos. Piauí é o rio dos piaus
Rio de Janeiro: Coube à primeira expedição exploradora da costa leste do Brasil, realizar o descobrimento, a 1º de janeiro de 1502, da magnífica baía da Guanabara. Pela data e pelo costume, então vigente, de ser designado rio qualquer embocadura, mesmo não sendo de caratér estritamente fluvial, a esta foi dada a denominação, e sempre mantida, de Rio de Janeiro.
Rio Grande do Norte: derivado do rio Potengi, em oposição a algum rio pequeno, próximo, ou ao estado do Sul.
Rio Grande do Sul: primeiramente conhecido como Rio Grande de São Pedro. A Barra do Rio Grande de São Pedro, foi um ponto geográfico estratégico para a fixação do domínio lusitano no sul do país. Local ideal para que lá se instalasse um reduto militar com acesso marítimo ao interior pelo canal Rio Grande que liga a lagoa dos Patos ao oceano.
Rondônia: o nome do estado é uma homenagem ao marechal Rondon.
Roraima: O nome do monte que deu origem ao estado de Roraima veio a partir da expressão roroi (verde) e imã (serra), na língua pemon (indígenas que vivem ao sul da Venezuela, da mesma etnia taurepang do Brasil). Outro significado dado ao nome do monte é “mãe dos ventos”. Santa Catarina: A primeira se refere a Sebastião Caboto, italiano a serviço da Espanha, que chegou à ilha por volta de 1526 e teria lhe dado esse nome em homenagem a sua mulher Catarina Medrano. Alguns historiadores, entretanto, acreditam que se trata de um oferecimento a Santa Catarina de Alexandria, festejada pela Igreja no dia 25 de novembro.
Sergipe: do tupi, si’ri ü pe, no rio dos siris, primitivo nome do rio junto à barra da capitania.
Tocantins: nome de tribo indígena que habitou as margens do rio. É palavra tupi que significa bico de tucano.
Fontes: http://www.signomes.com/
www.jangadabrasil.com.br/outubro/al21000…
portalamazonia.globo.com/artigo_amazon… - 23k -
http://falabonito.wordpress.com/2006/09/…

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Só Saudade


Confidências de uma Iporaense

Alguns anos vivi em Iporá

Principalmente nasci em Iporá

Por isso sou triste, orgulhosa, de ferro

Oitenta por cento estrada vermelha, solo fértil

Noventa por cento de ferro na alma

E esse alheamento que na vida é apenas respiração e comunicação

A vontade de amar que me paralisa o trabalho

Vem de Iporá, de suas noites silenciosas, sem amores e sem horizontes

E o hábito de sofrer que tanto me diverte, é doce esperança iporaense

De Iporá trouxe prendas diversas que ora te ofereço

Esta Nossa Senhora Aparecida do velho peão estradeiro

Este couro de boi transformado em tamboretes

Esse orgulho, esta dignidade, esta cabeça, ora erguida, ora baixa, essa coragem...

E esta cultura arraigada até a alma

Tive sonhos, tive ilusões...

Tudo enfadonho, decepções...

Hoje sou funcionária pública

Iporá, não é nem fotografia na parede

E apenas uma saudosa lembrança !

Um eterno filme em minha vida

Mas como dói !

Coraci Machado

Adaptação do poema “Confidências do Itabirano” da Antologia poética de

Carlos Drumond de Andrade

terça-feira, 6 de outubro de 2009

"A Extensão dos Oceanos" Mat/Geo


Meus alunos da 4ª série(5º ano)tinham muitas dúvidas quanto as classes dos: milhares, milhões e bilhões. Para superar, mudei o foco para outras disciplinas e conteúdos. Utilizei inúmeras estratégias como quantidade de habitantes no mundo, no Brasil, em nosso Estado (MT), em nosso município(Água Boa) ou a extensão dos oceanos, como exemplifica este gráfico, elaborado em uma das atividades. O resultado é muito bom, por que eles compreendem com mais facilidade os valores. Dessa forma, os alunos conseguem quantificar e ainda aprimorar a leitura e construção de gráficos, além de melhorar o rendimento em Conhecimentos Gerais.

domingo, 4 de outubro de 2009

O que interfere no processo de democratização da escola

Em Água Boa – MT, a escolha dos dirigentes escolares é feita através do voto da comunidade escolar, tanto nas escolas estaduais quanto nas municipais. No caso das escolas municipais, a Lei 600/01 assegura esse processo.
Vejo que o processo de democratização da escolha de diretores tem contribuído para se repensar a gestão escolar e o papel do diretor. Há uma tendência crescente de entender o diretor como líder da comunidade e como gestor público da educação, porém, o que percebemos hoje, são diretores muito comprometidos com o administrativo da escola e esquecendo-se do pedagógico. O que encabeça o plano de ação do diretor é o pedagógico, no entanto, é comum passar os dois anos dos diretores sem estes se envolverem com a qualidade de ensino do alunado. Há uma lista de cobranças, entretanto, não há estratégias e nem apoio logístico e moral para se alcançar tais metas em parceria com a equipe de docentes.
A beleza das palavras Gestão Democrática nos causam desejo e até certeza de conquistas de liberdade, mas é preciso tomar cuidado para que esta “liberdade” não fique só no voto e sim nas ações e comportamentos de todos durante toda a gestão escolar. Paro afirma que “parece que o diretor consegue perceber melhor, agora, sua situação contraditória, pelo fato de ser mais cobrado pelos que o elegeram. Esse é um fato novo que não pode ser menosprezado. À sua condição de responsável último pela escola e de preposto do Estado no que tange ao cumprimento da lei e da ordem na instituição escolar, soma-se agora seu novo papel de líder da escola, legitimado democraticamente pelo voto de seus comandados, que exige dele maior apego aos interesses do pessoal escolar e dos usuários, em contraposição ao poder do Estado. Isto serviu para introduzir mudanças na conduta dos diretores eleitos, que passaram a ver e atender as solicitações de professores, funcionários, estudantes e pais” (PARO, 2001, p. 69).
Penso que a escola está fora de seu eixo que conduz ao trilho certo, porque há tanto discurso em qualidade e pouco se faz para alcançá-la. Coisas simples como ler/compreender e escrever não são dadas a devida atenção na escola. Nossos alunos do Ensino Fundamental são analfabetos funcionais. Não compreendem as atividades da escola, no entanto, compreendem muito bem o mundo além dos muros da escola. Não raro, nos dão shows de conhecimento e espertezas.
Daí que eu pergunto, que paradoxo é esse que nosso aluno não compreende o simples que explicamos e entende o complicado lá fora sem ninguém explicar. Ou será que é porque não explicamos? Seria a relação professor/aluno? A simpatia? O compromisso tanto do aluno quanto do professor? A disciplina/respeito?
A Gestão Democrática, precisa se reafirmar e pisar no solo da responsabilidade “qualidade de ensino”. Caso contrário não haverá o porquê desta liberdade. Conforme Paulo Freire: “De nada adianta o discurso competente se a prática é impermeável a mudança.”

Meus Pais e Minha Infância

“ Reflexões:
Eu sei muito pouco. Mas tenho a meu favor tudo que não sei e – por ser um campo virgem – está livre de preconceitos. Tudo eu não sei é minha parte maior e melhor: é minha largueza. É com ela que eu compreenderia tudo. Tudo que não sei é que constitui a minha verdade.”
Clarice Lispector
Paixão de Escrever
A imagem mais linda, mais viva e mais antiga que tenho, que guardo no cantinho mais aquecido do meu coração é de minha infância, quando meu pai entre uma atividade e outra da roça ou no quilo das refeições juntava meus irmãos e eu a sua volta, para nos contar histórias. E como eram belas! Como aprendi com elas! Como aprendi com o teatro de sombras que meu pai, durante a noite, refletia na parede. Tenho-as em minha memória como se fosse um filme de minha vida!
Hoje, quando pergunto a meu ego o porquê de minha fascinação por ler e escrever, por mais que considere minhas leituras, sempre vencem a história de minha infância e a certeza de que minha criatividade e paixão pelos livros nasceram ali, nas histórias infantis de meu pai! Mesmo não sendo histórias lidas, pois a extrema pobreza de nossa família nos impedia o contato com os livros.
Aprendi as primeiras palavras no chão da roça, que me serviu de lousa e nosso giz eram os dedos do meu pai, que depois de alisar a superfície do chão, ia deslizando na criação mágica das palavras. Lembro muito bem das primeiras palavras lidas: pano (de bater arroz, feijão), café (que eu ia buscar inúmeras vezes para meu pai), merenda (que por volta da 14:00 minha mãe nos trazia), melão, melancia, abacate, abacaxi (quando minha mãe não trazia a merenda de pães de queijo, bolo de polvilho, fubá, brevidades, broas, etc. nossa merenda eram essas frutas), arroz, feijão, frango, ovo, céu, estrelas, lua, sol, dia, noite, Deus, pai, mãe, família, Iporá, Goiás, Brasil, etc. Palavras tiradas ali, do nosso meio, da nossa cultura. Eram leituras e escritas da nossa realidade, do nosso mundo. E a cada palavra que eu lia, era mais pedacinhos que eu ia juntando e através deles ia aprendendo ler outras palavras. Quando percebi já sabia ler. E cada elogio, de meu pai, eu me esforçava mais e mais. E já não deixava meu pai sossegado. Quando ele chegava da cidade com as compras eu queria ler todos os pacotes. Lembro até hoje da embalagem da noz-moscada que meu pai comprava para fazer chá.
Para mim, o aprendizado escrever, foi minha própria vida, sei que para outras vocações não teria a mesma facilidade. Enquanto que para escrever... é só viver e escrever...
Porém, meu pai não nos ensinou só a ler. Também nos ensinou o nome dos rios, das serras, das cidades, dos estados e suas divisas(fronteiras), o sistema monetário, porcentagem e matemática no geral. Sempre trazia consigo algumas cédulas no bolso e nos falava seu valor. Às vezes vendia toda a sua safra (imaginariamente) só para nos explicar o valor do dinheiro.
Somos seis irmãos e todos nós chegamos alfabetizados na escola. E quando descobri a minha vocação para ensinar, notei que, sem perceber, segui o exemplo do meu pai e alfabetizei meus filhos.
Minha mãe também foi e é autodidata, pois, aprendeu a costurar todos os tipos de roupas, sozinha e houve uma época, que meu pai ficou doente e ela nos sustentou com suas costuras.
Por isso, a minha insistência da participação dos pais na vida escolar dos filhos, para que haja sucesso escolar. Acredito no incentivo, no aplauso, porque foi através deles que comecei a acreditar no meu potencial e adquiri minha autoconfiança. Essa teoria fica clara nas falas de Vygotsky:
“...aquilo que é zona de desenvolvimento proximal hoje será o nível de desenvolvimento real amanhã – ou seja aquilo que uma criança pode fazer com assistência hoje, ela será capaz de fazer sozinha amanhã.” Vygotsky(1998).
“A zona de desenvolvimento proximal da criança é a distância entre seu desenvolvimento real, que se costuma determinar através da solução independente de problemas e o nível de seu desenvolvimento potencial, determinado através da solução de problemas sob a orientação de um adulto ou em colaboração com companheiros mais capazes.” Vygotsky(1998).

Coraci Machado

VYGOTSKY,Lev S. – A formação social da mente. Livraria Martins Fontes Editora Ltda.1998.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Para Sonhar

Amo poesia... E este poema é para mim muito especial. Atrevo-me a pensar que Drumond pensava em mim quando o escreveu. Nele o poeta reconhece que seu coração não é mais vasto do que o mundo, como ele imaginara:

MUNDO GRANDE

Não, meu coração não é maior que o mundo

É muito menor.

Nele não cabem nem as minhas dores.

Por isto gosto tanto de me contar

Por isso me dispo,

por isso me grilo,

por isso freqüento os jornais, me exponho

[cruamente nas livrarias:

preciso de todos.

Sim, meu coração é muito pequeno.

Só agora vejo que nele não cabem os homens.

Os homens estão cá fora, estão na rua.

A rua é enorme.. Maior, muito maior do que eu

esperava.

Mas também na rua não cabe todos os homens.

A rua é menor que o mundo.

O mundo é grande.

Tu sabes como é grande o mundo.

Conheces os navios que levam petróleo e

livros, carne e algodão.

Viste as diferentes cores dos homens,

as diferentes dores dos homens,

sabes como é difícil sofrer tudo isso,

amontoar tudo isso

num só peito de homem... sem que ele estale.

Fecha os olhos e esquece.

Escuta a água nos vidros,

tão calma. Não anuncia nada. Entretanto escorre nas mãos,

tão calma! vai inundando tudo...

Renascerão as cidades submersas?

Os homens submersos – voltarão?

Meu coração não sabe.

Estúpido, - ridículo e frágil é meu coração.

Só agora descubro como é triste ignorar certas coisas.

(Na solidão de indivíduo desaprendi a linguagem

com que os homens se comunicam).

Outrora escutei os anjos,

as sonatas, os poemas, as confissões patéticas.

Nunca escutei voz de gente.

Em verdade sou muito pobre.

Outrora viajei

países imaginários, fáceis de habitar,

ilhas sem problemas, não obstante exaustivas

e convocando ao suicídio.

Meus amigos foram às ilhas.

Ilhas perdem o homem.

Entretanto alguns se salvaram e

trouxeram a notícia

de que o mundo, o grande mundo está

crescendo todos os dias,

entre o fogo e o amor

Então, meu coração também pode crescer.

Entre o amor e o fogo,

entre a vida e o fogo,

meu coração cresce dez metros e explode.

- ó vida futura! Nós te criaremos.

Carlos Drumond de Andrade